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Salários e trabalho

Simulador do custo de um funcionário 2026

Um funcionário com 1 500 € brutos custa cerca de 27 745,80 € por ano, 2 312,15 € por mês em média: 14 salários, 4 987,50 € de TSU a 23,75% e 1 488,30 € de subsídio de refeição a 6,15 € por dia. Este total inclui 210 € de seguro e 60 € de medicina do trabalho, que são valores de exemplo. Em 2026 não há custo com FCT nem FGCT.

€

Pago 14 vezes por ano.

%

A regra geral é 23,75%. Altere se tem outra taxa ou uma redução temporária.

€
Forma de pagamento do subsídio

A conta usa 11 meses, sem o mês de férias.

% dos salários

Valor de exemplo. A taxa depende da atividade e da seguradora: use a da sua apólice.

€

Valor de exemplo. Use o preço do seu contrato.

Custo anual para a empresa
27 745,80 €
Custo médio por mês (÷ 12)
2 312,15 €
Encargos acima dos salários
32,1%
TSU por ano
4 987,50 €
Custo num mês normal
1 991,55 €

O seguro de acidentes de trabalho e a medicina do trabalho são valores de exemplo, editáveis. Use os do seu contrato para ter o custo real.

Sem FCT nem FGCT em 2026: Decreto-Lei n.º 115/2023, artigo 4.º. Código Contributivo, artigo 53.º. Não inclui formação, fardamento, viatura nem compensações por fim de contrato.

Como é calculado

Salários (1 500,00 € × 14)21 000,00 €
TSU da empresa (23,75%)4 987,50 €
Subsídio de refeição (11 meses)1 488,30 €
Seguro de acidentes de trabalho (valor de exemplo)210,00 €
Segurança e medicina do trabalho (valor de exemplo)60,00 €
FCT e FGCT0,00 €
Custo anual27 745,80 €

De que é feito o custo

  • Salários21 000,00 €
  • TSU4 987,50 €
  • Subsídio de refeição1 488,30 €
  • Seguro e medicina270,00 €

O que compõe o custo de um funcionário em 2026

ComponenteValorDe onde vem
TSU da empresa23,75%Código dos Regimes Contributivos, artigo 53.º
Subsídio de refeição isento em dinheiro6,15 €Portaria n.º 51-B/2026/1
Subsídio de refeição isento em cartão10,46 €Código do IRS, artigo 2.º, n.º 3, alínea b)
FCT0,00 €Obrigações extintas: Decreto-Lei n.º 115/2023, artigo 4.º, alínea a)
FGCT0,00 €Suspenso até ao fim do acordo de médio prazo; a taxa na lei é 0,075%: artigo 4.º, alínea b)
Seguro de acidentes de trabalhoConforme apóliceObrigatório: Código do Trabalho, artigo 283.º
Segurança e saúde no trabalhoConforme contratoCódigo do Trabalho, artigo 281.º

Custo por salário em 2026

Com TSU de 23,75%, refeição a 6,15 € em 22 dias e 11 meses, seguro de 1% e medicina de 60 €, estes dois como exemplo.

Salário brutoCusto anualCusto médio por mês
920 €17 616,10 €1 468,01 €
1 000 €19 013,30 €1 584,44 €
1 200 €22 506,30 €1 875,53 €
1 500 €27 745,80 €2 312,15 €
1 800 €32 985,30 €2 748,78 €
2 000 €36 478,30 €3 039,86 €
2 500 €45 210,80 €3 767,57 €
3 000 €53 943,30 €4 495,28 €

O que entra na conta

Salários. São 14 meses por ano: 12 salários e os subsídios de férias e de Natal (artigos 263.º e 264.º do Código do Trabalho). Com 1 500 €, são 21 000 €.

TSU. A empresa paga 23,75% sobre as remunerações, incluindo os subsídios (artigos 46.º e 53.º do Código dos Regimes Contributivos). São 4 987,50 €. Algumas contratações têm redução temporária: se for o seu caso, escreva a taxa no campo. Com 11,875%, a TSU desce para 2 493,75 €.

Subsídio de refeição. Não é obrigatório em geral, mas é comum. O simulador conta os dias que indicar durante 11 meses, deixando de fora o mês de férias. A 6,15 € e 22 dias, são 1 488,30 €. Se passar do limite, a parte em excesso paga TSU. Veja o simulador do subsídio de refeição.

Seguro de acidentes de trabalho. É obrigatório, mas não tem um preço fixado em lei. A taxa depende da atividade, da seguradora e do historial. Parte de 1% dos salários, como exemplo: use a da sua apólice.

Segurança e medicina do trabalho. A empresa tem de assegurar estes serviços (artigo 281.º). O preço depende do contrato. Parte de 60 € por ano, como exemplo.

FCT e FGCT

Até 2023, as empresas contribuíam para dois fundos de compensação. O Decreto-Lei n.º 115/2023, em vigor desde janeiro de 2024, mudou isto. O artigo 4.º extingue as obrigações de adesão e de pagamento ao FCT, e suspende as obrigações relativas ao FGCT até ao final da vigência do Acordo de Médio Prazo de Melhoria dos Rendimentos, dos Salários e da Competitividade.

Por isso, a conta traz 0 € nestes fundos. O FGCT mantém na lei uma taxa de 0,075% da retribuição base e das diuturnidades. As entregas são pagas 12 vezes por ano (Lei n.º 70/2013, artigos 12.º e 13.º). Se a suspensão acabar, são 13,50 € por ano num salário de 1 500 €. O texto do decreto não fixa uma data para o fim do acordo. Confirme em 2027.

Mês normal e mês com subsídio

O custo médio de 2 312,15 € por mês é o total a dividir por 12. Num mês normal, o custo é menor: 1 991,55 €, com salário, TSU e refeição. Nos meses dos subsídios, a empresa paga um salário a mais, com a respetiva TSU. Para a tesouraria, são estes picos que contam.

Limitações deste cálculo

Não inclui formação, fardamento, viatura, trabalho suplementar nem a contribuição adicional por rotatividade excessiva, de até 2% nos contratos a termo. Também não inclui as compensações por fim de contrato: veja o simulador da compensação por despedimento. Os custos de seguro e de medicina são pontos de partida, sem origem oficial. O líquido que o trabalhador recebe está no simulador de salário líquido.

Perguntas frequentes

Quanto custa um funcionário com salário mínimo em 2026?

Com 920 €, são 12 880 € de salários, 3 059 € de TSU e 1 488,30 € de subsídio de refeição a 6,15 €. Com os valores de exemplo de seguro (128,80 €) e medicina (60 €), são 17 616,10 € por ano, cerca de 1 468 € por mês.

Qual é a diferença entre salário bruto e custo total?

O bruto é o que consta do recibo, antes dos descontos do trabalhador. O custo soma a TSU da empresa, o subsídio de refeição, o seguro e outros encargos. Com 1 500 € e os valores de partida, os encargos ficam cerca de 32% acima dos salários.

A empresa ainda paga FCT ou FGCT em 2026?

Não. O Decreto-Lei n.º 115/2023 extinguiu a obrigação de pagar ao FCT e suspendeu as contribuições para o FGCT até ao fim da vigência do acordo de médio prazo. A taxa do FGCT na lei é de 0,075%: confirme se volta a ser devida depois desse prazo.

Subsídio de refeição acima do limite: o que acontece?

A parte acima de 6,15 € em dinheiro ou 10,46 € em cartão paga TSU e IRS. Com 8 € em dinheiro, 22 dias e 11 meses, são 447,70 € sujeitos por ano e mais 106,33 € de TSU para a empresa. Os mesmos 8 € em cartão não pagam nada disto.

O seguro de acidentes de trabalho é obrigatório?

Sim. O empregador tem de transferir a responsabilidade pela reparação dos acidentes de trabalho para uma seguradora (artigo 283.º do Código do Trabalho). O preço depende da atividade e da apólice. O campo parte de 1%, como exemplo, e deve usar a sua taxa.

Fontes

Dados confirmados nestas fontes a 6 de novembro de 2026. O resultado é indicativo e não substitui a liquidação das entidades oficiais nem o conselho de um profissional.

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